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TARSORRAFIA TEMPORÁRIA AJUSTÁVEL DESCRIÇÃO DE TÉCNICA
Ramos CRC(1), Kubokawa KM(1) , Coatti JV(2), Burnier SV(3)
INTRODUÇÃO
Pacientes sem capacidade de manutenção do fechamento palpebral adequado expõem a córnea à grandes riscos de ressecamento e ulceração (2,3,4).
Nos casos em que existe a necessidade da realização da tarsorrafia e exame ocular frequente esta deve ser de fácil mobilização, possibilitando uma inspeção ocular adequada.
Descrevemos aqui uma técnica de fácil realização que apresenta as características necessárias anteriormente colocadas.
MATERIAL
Cilindros de silicone provenientes de Butterfly
Fio de nylon 4.0
MÉTODO
Introdução de agulha pela luz do cilindro, saindo pela parede do mesmo no primeiro terço e depois transfixando-o.
Faz-se a fixação do cilindro há mais ou menos 5 mm da margem palpebral inferior, saindo com a agulha na linha cinzenta, fazendo a sutura no PS, no nível da linha cinzenta, correndo horizontalmente 4mm, retornando a linha cinzenta da pálpebra inferior, correndo horizontalmente por 4mm e retornando a linha cinzenta da pálpebra superior horizontalmente por mais 4mm, quando é exteriorizada.
Faz se então a introdução na linha cinzenta da pálpebra inferior verticalmente, saindo a mais ou menos 5mm da borda palpebral, transfixando outro cilindro do silicone e depois entrando novamente pela parede do cilindro e saindo pela luz do mesmo.
Para mobilizar a sutura, basta apenas movimentar o fio de nylon através do cilindro de silicone, abrindo ou fechando novamente a tarsorrafia como uma “persiana”, e assim o procedimento estará renovado.
É importante, ainda, salientar que a posição de fixação dos cilindros pode ser alterada para a correta aposição das margens palpebrais, sem que estes toquem a córnea.
CONCLUSÃO
A vantagem sobre outras técnicas de sutura está no fato deste procedimento:
I) Evitar suturas repetidas, em pacientes com pálpebras edemaciadas e friáveis;
II) Diminuir o trauma ou risco de iatrogenia;
III) Permitir a regulagem do tamanho da fenda palpebral;
IV) Possibilitar o exame ocular sem a necessidade de desfazer o procedimento.
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| (1) Residente do segundo ano do Hospital Oftalmológico de Sorocaba |
| (2) Residente do primeiro ano do Hospital Oftalmológico de Sorocaba |
| (3) Chefe do Setor de Plástica Ocular e Vias Lacrimais do Hospital Oftalmológico de Sorocaba |
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