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Reconstrução de Pálpebra Inferior com Associação de Retalhos e Enxerto - Relato de Caso

Kubokawa KM(1), Ramos CRC(1), Coatti JV(2), Burnier SV(3)

INTRODUÇÃO:

Tumores faciais de grande extensão acometendo estruturas oculares são achados relativamente comuns em pacientes idosos. A reconstrução de tais lesões muitas vezes torna-se desafiadora, sendo necessário emprego de mais de uma técnica cirúrgica.
O objetivo deste estudo é relatar um caso de tumor basocelular de grande extensão acometendo pálpebra inferior direita onde foi ultilizada uma associação de técnicas de retalho e enxerto para sua reconstrução.

APRESENTAÇÃO DO CASO:

Paciente de 99 anos, feminina, branca, encaminhada ao Departamento de Plástica Ocular do Hospital Oftalmológico de Sorocaba com queixa de tumor em região palpebral direita há aproximadamente 3 anos. Acompanhantes informam história de tumoração com crescimento lento e sangramentos esporádicos. Ao exame apresentava lesão tumoral ulcerada de aproximadamente 10 cm de diâmetro em pálpebra inferior direita e região zigmomática . A lesão apresentava bordos irregulares, elevados com vascularização superficial, presença de material necrótico no centro e odor fétido.
A paciente foi submetida à exérese do tumor e a reconstrução foi realizada através da associação das seguintes técnicas:
-Retalho de Mustardé: retalho rotacional semi-circular de espessura total de pele da região zigomática e pré-auricular (1,2,3). Este retalho permitiu correção de grande parte da lesão.
-Retalho naso-geniano: rodado para região cantal medial inferior.
-Enxerto livre de pele (retirado da região retro-auricular): recobrindo região cantal medial superior.
(1) Residente do segundo ano do Hospital Oftalmológico de Sorocaba
(2) Residente do primeiro ano do Hospital Oftalmológico de Sorocaba
(3) Chefe do Setor de Plástica Ocular e Vias Lacrimais do Hospital Oftalmológico de Sorocaba
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